Morrendo de vontade de ser livre
Sansão retorna para casa, às ruas mais violentas de Tyndalston, uma cidade que o endureceu e jamais lhe concedeu perdão. Quem permanece de pé depende de nervos de aço, músculos e agilidade. Espaços confinados, combate corpo a corpo e nenhuma chance de hesitação. A cidade não se esqueceu de que ele aprendeu a violência antes da caridade. Cada conflito é significativo. Cada golpe visa destruir ou ser destruído. Você navega por tocas escondidas, telhados e becos que servem para mantê-lo em movimento, não para apreciar a paisagem. Tyndalston molda suas técnicas de luta, escalada, encurralamento e fuga. Embora seja um território familiar, nunca é seguro.
Não há um visual predefinido para carros. São instrumentos brutos. Em máquinas surradas, unidas por sucata e teimosia, você rasga os terrenos baldios industriais e os arredores. Você pode ser mais esperto que quem o persegue, bater, derrapar ou esmagá-lo. Nada neste lugar é organizado. A irmã de Sansão é alvo da pressão de seus adversários, e sua dívida paira sobre tudo. O tempo é curto e o custo continua aumentando. Este é um capítulo severo e preciso em sua jornada, construído com propósito e sem firulas ou extravagâncias. Ele não voltou para se apresentar. Este é o único lugar de onde ele pode sair lutando, então ele voltou.

